
O mercado imobiliário da região de Sorocaba apresentou uma retração em novembro de 2025, segundo estudo do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP). Na comparação com outubro do mesmo ano, vendas apresentaram queda de 50,69% e o volume de novos contratos de locação assinados no período teve queda de 26,23%.
Foram consultadas 101 imobiliárias das cidades de Alambari, Angatuba, Aracoiaba Da Serra, Boituva, Campina Do Monte Alegre, Capela Do Alto, Cerquilho, Guareí, Ibiúna, Iperó, Itapetininga, Itu, Mairinque, Quadra, Salto, Salto De Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Roque, Sarapuí, Sorocaba, Tatuí e Votorantim.
O resultado reflete um mês de ajuste no mercado local, após um período marcado por fortes oscilações. Mesmo com a retração, o perfil dos negócios permanece consistente, com predominância de casas nas vendas, especialmente imóveis de três dormitórios, e apartamentos de dois dormitórios, majoritariamente localizados nas regiões periféricas, com valores concentrados entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.
O financiamento bancário, liderado pela CAIXA, continua sendo o principal instrumento para viabilizar as transações.
No mercado de locação, a preferência dos inquilinos concentrou-se em imóveis com aluguéis entre R$ 1.000 e R$ 1.500, sobretudo nas áreas periféricas, e o depósito caução foi a garantia mais utilizada. Apesar do desempenho negativo no mês, os números acumulados de 2025 mostram crescimento significativo tanto nas vendas quanto nas locações, o que demonstra a resiliência do mercado imobiliário da região.
Esses dados indicam que a retração observada em novembro tem caráter pontual e não compromete a trajetória positiva do setor ao longo do ano, segundo o CRECISP.
Vendas
Casas: 69%;
Apartamentos: 31%.
Locações:
Casas: 58%;
Apartamentos: 42%.
Vendas em novembro
A média de valores das casas e apartamentos vendidos no período ficou entre R$ 200 mil e R$ 300 mil. A maioria das casas era de 3 dormitórios, com área útil entre 50 m² e 100 m².
A maioria dos apartamentos vendidos era de 2 dormitórios, e área útil de até 50 m².
A pesquisa mostra que 51,4% das propriedades vendidas em novembro estavam situadas na periferia, 22,9% nas regiões centrais e 25,7% nas áreas nobres.
Com relação às modalidades de venda, 44,4% foram financiadas pela CAIXA, 14,8% por outros bancos, 14,8% diretamente pelos proprietários, 25,9% dos negócios foram fechados à vista e por consórcios, 0% no período.
Locações em novembro
A faixa de preço de locação de preferência dos inquilinos de casas e apartamentos ficou em R$ 1.000,00 até R$ 1.500,00
A maioria das casas era de até 2 dormitórios com 100 m² até 200 m² de área útil. A maioria dos apartamentos era de até 2 dormitórios com até 50 m² de área útil.
A principal garantia locatícia escolhida pelos locatários foi o depósito caução. Os novos inquilinos optaram por imóveis situados na periferia das cidades pesquisadas (78%), na região central (11%) e nos bairros mais nobres (11%).
E daqueles que encerraram os contratos de locação, 63,2% não informaram a razão da mudança, 26,3% optaram por aluguéis mais baratos, 10,5% para alugueis mais caros.


