29 de maio de 2026

Preço da cesta básica em Sorocaba tem aumento maior do que a inflação em janeiro de 2026

Em janeiro de 2026, dos 34 itens que compõem a cesta básica sorocabana, 26 deles apresentaram alta no preço. Crédito: Freepik

A pesquisa de preços da cesta básica de Sorocaba, realizada pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), mostra que a cesta básica de Sorocaba teve aumento maior do que a inflação em janeiro de 2026. Na comparação com dezembro de 2025, o valor da cesta apresentou uma alta de 2,43%, passando de R$ 1.145,10 para R$ 1.172,98, ou seja, R$ 27,88 pagos a mais pelo consumidor.

O aumento foi maior do que a medição do índice de inflação oficial (IPCA-15), que apresentou uma elevação de 0,20% no período.

Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior (janeiro de 2025), o preço dos itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza teve um aumento de 1,75%, ou seja, R$ 20,16 pagos a mais pelo consumidor.

Maiores altas

Em janeiro de 2026, dos 34 itens que compõem a cesta básica sorocabana, 26 deles apresentaram alta no preço. Entre os itens que apontaram maiores altas estão: o extrato de tomate (24,04%), passando de R$ 6,24/un em dezembro para R$ 7,74/un em janeiro; em seguida, o achocolatado (18,93%), que passou de R$ 8,98, em dezembro para R$ 10,68 em janeiro; em terceiro lugar ficou o biscoito água e sal (16,53%), passando de R$ 3,69/un em dezembro para R$ 4,30/un em janeiro; e, por fim, a farinha de trigo, cuja alta foi de 16,26%, passando de R$ 4,86/kg em dezembro para R$ 5,65/kg em janeiro.

Segundo a pesquisa, os aumentos registrados em janeiro de 2026 tiveram diferentes causas ligadas a pressões de oferta e custos. O extrato de tomate foi impactado pela redução da produção do tomate in natura, resultado de condições climáticas desfavoráveis que diminuíram a oferta e encareceram a matéria-prima. Já o achocolatado foi pressionado pela disparada do preço internacional do cacau, causada por problemas de safra, principalmente em países africanos produtores.

Em resumo, os reajustes resultaram da combinação de fatores climáticos, menor oferta agrícola, pressões internacionais sobre commodities e aumento dos custos internos de produção e transporte, compondo um cenário de inflação ampla no início de 2026.

Maiores quedas

Quanto às maiores quedas, os pesquisadores da Uniso relatam que sete dos 34 itens apresentaram uma redução de preço. Destacam-se: os ovos (-15,02%), passando de R$ 10,12/dz em dezembro para R$ 8,60/dz em janeiro; a água sanitária (-5,95%), que passou de R$ 6,22/2L em dezembro para R$ 5,85/2L em janeiro; o óleo de soja (-5,02%), passando de R$ 8,57/900ml em dezembro para R$ 8,14/900ml em janeiro; e o leite (-4,33%), que passou de R$ 4,39/lt em dezembro para R$ 4,20/lt em janeiro.

Os itens com quedas nos preços foram influenciados por diferentes fatores ligados à oferta e à demanda. No caso dos ovos, a redução se deu devido ao aumento da produção no início do ano e após o período de maior consumo nas festas de fim de ano. O óleo de soja apresentou queda graças à boa safra da soja e à diminuição dos preços internacionais, que reduziram os custos internos. Já o leite foi impactado pela recuperação da produção percebida a partir dos últimos meses de 2025.

A pesquisa indica que os motivos das quedas estão relacionados à maior oferta agrícola e industrial, à redução da demanda sazonal e à queda nos preços internacionais de insumos, fatores que ajudaram a aliviar parcialmente o impacto da inflação sobre a cesta básica.

Histórico

Em 2025, o valor da cesta básica iniciou o ano em R$ 1.152,82 e apresentou leve oscilação nos primeiros meses, com tendência de alta até maio, quando atingiu R$ 1.179,69. A partir de junho, iniciou-se um período de queda que se estendeu até setembro, quando o valor chegou a R$ 1.133,07. Em outubro, houve uma leve alta (R$ 1.134,67), com o valor se mantendo praticamente estável em novembro (R$ 1.134,57).

O ano encerrou com um aumento em dezembro, quando a cesta básica atingiu R$ 1.145,10. Apesar da elevação no último mês, o acumulado de 2025 registrou uma leve redução em relação ao início do ano.

Já em janeiro de 2026, observa-se um novo aumento no valor da cesta básica, que chegou a R$ 1.172,98, o maior registrado desde junho de 2025 .

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