29 de maio de 2026

Preços da cesta básica de Sorocaba tem variação de até 216% na 2ª quinzena de janeiro

Os pesquisadores da Uniso fizeram a pesquisa em seis diferentes supermercados de Sorocaba entre os dias 19 e 20 de janeiro. Crédito: Freepik

Os preços dos produtos que compõem a cesta básica apresentaram variação de até 216,33% nos mercados de Sorocaba na segunda quinzena de janeiro de 2026. O dado faz parte de um levantamento realizado pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso).

O produto que mais apresentou diferença nos valores foi o alho, seguido pelo cará (162,86%), tomate (159,56%), vinagre de álcool (152,42%) e a farinha de trigo (151,64%).

Entre os itens que tiveram menos variações nos preços de comercialização estão a carne tipo acém (56,69%), peixe cação (59,91%), feijão preto (61,63), margarina (63,17%) e o sabão em barra no pacote com cinco unidades (63,47%).

Os pesquisadores da Uniso fizeram a pesquisa em seis diferentes supermercados de Sorocaba entre os dias 19 e 20 de janeiro.

Cesta básica mais cara em dezembro

No Brasil, o mês de dezembro foi marcado pela alta nos preços dos itens que compõem a cesta básica. Os valores aumentaram em 17 capitais brasileiras no período.

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Produtos com preços em alta

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

Salário-mínimo

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.

Com informações da Agência Brasil

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