5 de março de 2026

Poder de compra da população LGBT+ confirma potencial econômico da comunidade

A comunidade injetou R$ 18,7 bilhões no mercado brasileiro em 2024. Crédito: Divulgação/Sebrae

O potencial de compra da população LGBT+ no Brasil movimenta a economia do país, impulsionando diversos setores, como o turismo, entretenimento, moda, entre outros. Estudo recente da NIQ, empresa líder mundial em inteligência de consumo, aponta que entre abril de 2023 e março de 2024, a comunidade injetou R$ 18,7 bilhões no mercado brasileiro.

A gerente nacional de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae, Geórgia Nunes, destaca o significativo impacto econômico da população LGBT+ no Brasil.

“São números que demonstram o poder expressivo de compra da população LGBT+, formada por lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e outras identidades de gênero. Mas também chamam atenção para a importância de se construir uma sociedade mais inclusiva e diversa”, afirma a gerente nacional do Sebrae.

Perfil de consumo

A pesquisa da NIQ, chamada Raibow Homes, também traz dados sobre o perfil de consumo dessa parte da população, que tem preferido a conveniência e acessibilidade oferecidas pelo comércio eletrônico.

O gasto médio por lar LGBT+ no e-commerce, segundo o estudo, é 27% superior ao dos demais lares, com um ticket médio de R$ 363 contra R$ 286 dos outros domicílios. Entre os destaques estão as compras de produtos de giro rápido, como bebidas alcoólicas.

Empreendedorismo como forma de resistência e afirmação

A gerente nacional do Sebrae também ressalta que empresas que adotam políticas inclusivas e valorizam a diversidade tendem a ser mais inovadoras e competitivas.

“A presença de profissionais LGBT+ em posições de liderança e em equipes diversas contribui para um ambiente de trabalho mais criativo e produtivo”, acrescenta Geórgia Nunes.

Ela explica que diante de barreiras estruturais de discriminação e falta de oportunidades, o empreendedorismo tem permitido que indivíduos LGBT+ conquistem autonomia financeira e realização pessoal.

“Ao gerir o próprio negócio, é possível criar ambientes inclusivos e explorar nichos de mercado específicos”, finaliza.

Fonte: Agência Sebrae/Cibele Maciel

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