
A criminalidade em 2025 no estado de São Paulo registrou os menores índices desde 2021. No ano passado, 289 cidades paulistas não tiveram registros de homicídios. Na região de Sorocaba, o município de São Roque fechou o ano sem assassinatos.
As cidades de Piedade e Porto Feliz também se destacaram na baixa criminalidade, com apenas dois homicídios ao longo de 2025. Mairinque apresentou cinco registros desse tipo de crime, Boituva teve apenas 10 e Ibiúna teve 11 registros.
Roubos
Das 645 cidades paulistas, 173 não registraram nenhum roubo ao longo de 2025, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública. O número representa uma em cada quatro cidades, o equivalente a 27% dos municípios do estado de São Paulo.
No ano passado, o estado teve o menor número da história de casos de roubos, com 161.310 registros, queda de 16,7% em relação a 2024, quando foram contabilizados 193.658 casos. As ocorrências de homicídios, latrocínios, roubos de veículo e roubos de carga também foram as menores no território paulista desde o início da série histórica, em 2001.
Ações do governo estadual
A redução na criminalidade vem acompanhada de uma série de avanços promovidos pelo Governo de São Paulo na segurança, com reforço de políticas públicas, investimento no trabalho de inteligência e mais policiais nas ruas.
Em três anos, a gestão estadual abriu quase 17 mil vagas em concursos para as polícias — um recorde de mais de 2 décadas —, investiu R$ 1,5 bilhão em segurança e realizou 427 operações conjuntas com Ministério Público, Gaeco e Polícia Federal.
“Essa marca, para nós, é histórica. A queda é resultado do trabalho integrado que acontece na capital paulista e em todo interior, com reforço do policiamento, inteligência e tecnologia”, diz o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
A cidade de Dois Córregos, com 24,5 mil habitantes, é a maior cidade paulista sem registro de roubo em 2025 – o município também não contabilizou homicídios no período. Na sequência, aparecem Guareí (15 mil), Pacaembu (14,8 mil), Presidente Bernardes (14,5 mil) e Urupês (13,7 mil).
No recorte completo da série histórica, de 2001 a 2025, dois municípios paulistas nunca registraram um único caso de roubo: Borá e São Francisco.
Mesmo sem roubos, quase todos os 173 municípios registram furtos – quando bens ou dinheiro são levados sem que as vítimas notem ou sob ameaça – com exceção de dois casos: Barra do Chapéu e São João do Pau d’Alho. Nos outros 171, porém, a média de furtos é baixa, de 24 furtos no ano, cerca de dois por mês.
Muralha Paulista
Uma das principais ações do Governo de São Paulo para combater roubos é o Muralha Paulista, uma iniciativa inédita de sistemas integrados de vigilância e inteligência em segurança pública. A tecnologia opera 94 mil câmeras interligadas cobrindo 90% da população paulista.
São câmeras com leitores de placas (20 mil), equipamentos de reconhecimento facial (7 mil) e dispositivos de monitoramento em tempo real (66 mil). A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam tecnologia de ponta para identificar foragidos em tempo real. Elas também contribuem para localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados.


