
O mercado de trabalho formal de Sorocaba apresentou resultado positivo, encerrando o ano de 2025 com a criação líquida de 5.534 vagas de emprego, segundo dados do CAGED. Esse desempenho ocorreu num contexto marcado por oscilações setoriais ao longo do ano e por um segundo semestre mais desafiador, especialmente para a indústria e a construção civil.
Nesse cenário, o Comércio e a Prestação de Serviços tiveram papel central na sustentação da economia local. Juntos, esses dois setores responderam pela criação de 3.010 vagas formais ao longo do ano, o que representa cerca de 54% de todo o saldo positivo de empregos gerados em Sorocaba em 2025.
O setor de Serviços destacou-se como o principal motor do emprego formal no município, com saldo positivo de 2.042 vagas, refletindo a força das atividades ligadas ao consumo, aos serviços às empresas, à saúde, à educação e a outras áreas intensivas em mão de obra. Mesmo apresentando momentos de retração pontual, o setor foi fundamental para compensar perdas observadas em outros segmentos da economia.
Já o Comércio, com saldo anual de 968 vagas, demonstrou resiliência ao longo de 2025, mantendo contribuição relevante para o nível de emprego formal, apesar das oscilações sazonais típicas do setor, especialmente no início e no final do ano. O desempenho do comércio reforça sua importância estratégica para a dinâmica econômica urbana e para a geração de oportunidades de trabalho.
Pilares da economia sorocabana
Para o vice-presidente da ACSO, Nilton Cezar, os números confirmam a força estrutural desses segmentos.
“O comércio e a prestação de serviços são pilares da economia de Sorocaba. Eles não apenas geram empregos, mas movimentam cadeias produtivas inteiras, estimulam o empreendedorismo e mantêm a cidade economicamente ativa ao longo de todo o ano”, afirma.
O desempenho positivo também se reflete no comparativo regional dentro do Estado de São Paulo. Com o saldo de 5.534 vagas em 2025, Sorocaba superou municípios como Santo André (5.183 vagas), São Bernardo do Campo (4.239 vagas), Ribeirão Preto (3.783 vagas), Campinas (3.308 vagas) e Jundiaí (3.210 vagas), mesmo algumas sendo maiores em população ou mais centrais economicamente no estado, evidenciando um ambiente favorável aos negócios e à expansão das atividades comerciais e de serviços.
O setor de Serviços foi o principal motor da geração de empregos na maior parte do ano, com forte expansão entre fevereiro e abril, período em que concentrou os maiores saldos positivos. Esse desempenho reflete a retomada de atividades urbanas, serviços às empresas, educação, saúde e logística.
As quedas observadas em junho, outubro e principalmente dezembro estão diretamente associadas a ajustes operacionais e ao encerramento de contratos temporários, sobretudo no fim do ano.
O Comércio, por sua vez, apresentou um comportamento mais estável e resiliente, com saldos positivos na maior parte dos meses. Mesmo em períodos de retração do setor de Serviços, como junho e julho, o Comércio ajudou a amortecer o impacto negativo sobre o emprego total. O desempenho mais fraco em janeiro e dezembro reflete a sazonalidade típica do setor, com desligamentos após o pico de contratações do fim do ano.
Empregos o ano todo
O resultado combinado mostra que Serviços e Comércio sustentaram a geração de empregos em praticamente todo o ano, com exceção pontual de junho, outubro e dezembro. A forte queda observada em dezembro (-2.100 vagas conjuntas) deve ser interpretada como um ajuste sazonal esperado, decorrente do encerramento de vínculos temporários, sem comprometer o saldo positivo acumulado em 2025.
De acordo com a ACSO, os resultados reforçam a importância de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do comércio e dos serviços, especialmente num contexto macroeconômico nacional mais desafiador.
“Sorocaba mostra que, com planejamento, diálogo e incentivo à atividade empresarial, é possível gerar empregos, renda e desenvolvimento sustentável à população”, conclui Nilton Cezar.


